Memorando os heróis do Forte das Fronteiras

A partir do momento em que primeiro contactei a noção do jogo de interpretar papéis, muito tempo passou-se até que eu pudesse de fato mestrar uma campanha significativa, uma que superasse infantis experimentações com arbitragem.

Estes oito anos delimitados entre fascinação com o gênero e contato  concreto com a mesa foram bastantes para que eu pudesse, aliás, escrever Everotum, meu primeiro sistema. O livreto tem cerca de cinquenta páginas de conteúdo, entre informações para personagens, feitiços, procedimentos de jogo e bestiário. Vale ressaltar que tendo sido escrito muito antes de eu ter sequer jogado RPG, o sistema é em tudo inutilizável. Gabriel Pongelupe chegou a desistir de me apoiar nos testes, frustrado. Justo.

Foi em 2020, durante a pandemia, que consegui juntar o pessoal necessário para jogar meu jogo no Forte das Fronteiras, meu Keep on the Borderlands. Éramos inicialmente cinco, à distância.

Hoje me impressiona que tenhamos conseguido, jogando pela primeira vez, uma aventura tão longa: vinte e oito sessões semanais. Depois desta mesa, foi por um período bastante difícil ultrapassar as três ou quatro.

Foi este jogo, interessantemente resiliente e especial por ter sido o primeiro, que possibilitou desenvolvimento das minhas noções práticas, e, curiosamente, logo em seu início abandonamos o sistema B/X, que hoje voltei a priorizar.

Foram quatro jogadores a príncipio e mais tarde cinco; este grupo desbandou depois de uma sequela natimorta da aventura. Apesar (e sobretudo em razão) do fim trágico, não poderíamos em boa consciência deixar de saudar os sete heróis do Forte das Fronteiras, os que impediram Balthazar, de Carrilha, de abrir um caminho ao inferno:

  • Deon, clérigo de primeiro nível;
  • Elanor, druida de primeiro nível;
  • Erkin, ladra de segundo nível;
  • Ronald Golias, mago de terceiro nível;
  • Saelethil, elfo de segundo nível;
  • Silkra, lutadora de terceiro nível;
  • Varya, clériga de terceiro nível.

  Viva! e Bree Yark!

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